
A votação do veto nº 2/2026, na Câmara de Diamantino, ganhou contornos muito mais políticos do que técnicos, e o principal símbolo disso foi o voto da vereadora Gonçalina Souza, do PSD, que contrariou diretamente o prefeito Chico Mendes, do União Brasil, mesmo sendo uma das parlamentares mais próximas e beneficiadas pela gestão.
O foco central da discussão era a tentativa do prefeito de alterar regras para a escolha do secretário municipal de Educação. Pela legislação atual, o cargo deve ser ocupado obrigatoriamente por um servidor concursado da área da educação e que resida há pelo menos dois anos no município. Chico Mendes defendia o fim dessas exigências, abrindo espaço para nomeações externas, sem vínculo prévio com a cidade.
Durante a votação, nesta segunda-feira(20), o veto não atingiu o número mínimo necessário, foram 7 votos favoráveis e 4 contrários, mas eram exigidos 8 votos para validar a mudança. Com isso, a proposta do Executivo foi barrada e as regras atuais seguem mantidas.
Votaram contra o veto Edinho Béia, do Podemos, Giripoca, do MDB, Augusto Casetta, do MDB, e Gonçalina Souza, do PSD.
Mesmo sendo uma das vereadoras mais atendidas pela gestão e frequentemente defendida por Chico Mendes, Gonçalina votou contra o prefeito, com ele presente na sessão, sentado à mesa do plenário.
Na tribuna, a própria vereadora deixou claro o caráter político da sua decisão. “Esse discurso de técnica não existe, é tudo política, só não vê quem não quer. Eu tenho o direito de votar da maneira que eu penso”, afirmou, reforçando que, na visão dela, a decisão final é do prefeito, independentemente do voto dos vereadores.
O voto de Gonçalina, nesse cenário, ganha contornos de ruptura. De aliada próxima e prestigiada pelo Executivo, passou a protagonista de um revés político ao prefeito, em uma atitude que, nos bastidores, já é tratada como traição e que não é inédita, já que a parlamentar tem histórico de se posicionar contra interesses da gestão em momentos estratégicos.
FONTE: DIAMANTINO NEWS





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